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Quarta-Feira, 04 de Maio de 2011, 15h26
Pés de soja gigantes tornam Santa Carmem conhecida mundialmente
Cláudio Santos - redação 24horas News
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De acordo com o regulamento do concurso, o que vale não é o tamanho, mas a quantidade de vagens que cada pé é capaz de produzir

     Com 4.300 habitantes a cidade de Santa Carmem, na região Norte de Mato Grosso, tem como principal fonte de renda a agricultura. O município, localizado a 500 km de Cuiabá, faz parte do projeto da Gleba Celeste implantado na década de 70 pela Colonizadora Sinop. E é de Santa Carmem que surge uma agradável surpresa no campo. Pés de soja gigantes viraram atração na cidade e são frutos de pesquisas feitas pelo produtor Nelson Roch. Dependurados, os pés da oleaginosa chegam a mais de dois metros de altura. 
  
A façanha fez com que o agricultura recebesse prêmios em um concurso realizado fora do estado. “Já tinha esse concurso no Mato Grosso do Sul, e eles já mostravam um pé de soja de dez mil vagens e então ficamos curiosos e surpresos. Meu filho que já estudava naquela época teve a idéia de iniciarmos nossas pesquisas”, disse Nelson. 
  
Conforme ele, tudo começa pelas técnicas de plantio. No total foram 207 dias de muita dedicação. Na propriedade de Nelson Roch as plantas são preparadas em um local apropriado. Os pés de soja ficam esticadas por cordinhas. “Em cada pé, temos a média de 170 cordinhas pra segurar os galhos”, explica ele. Para retirar as plantas do local, foi necessário um guindaste. 
  
De acordo com o regulamento do concurso, o que vale não é o tamanho, mas a quantidade de vagens que cada pé é capaz de produzir. No ano passado seu Nelson venceu o concurso pela terceira vez consecutiva. Em um dos pés de soja da propriedade dele, foram contadas 13.904 vagens. 

O movimento colonizador de Santa Carmem é contemporâneo ao de Sinop, uma das principais cidades do  Norte de Mato Grosso, que recebeu forte fluxo migratório a partir do início de 1.972. Os primeiros povoadores do lugar tiveram imensas dificuldades de adaptação de clima e cultura regional.  A floresta Amazônica representava uma barreira enorme. As primeiras estradas foram abertas na raça, e os pioneiros velaram-se de todos os recursos possíveis, desde o enxadão e machado até o uso de motosserras, não muito comum na época.
Grande parte dos colonos  vinham do Estado do Paraná. A  empresa povoadora tinha sede em Maringá, onde era feita ostensiva publicidade da fertilidade do solo e das favoráveis condições de se adquirir lotes rurais e urbanos. Isso foi o suficiente para que levas de interessados vendessem seus pequenos sítios ou chácaras no interior daquele Estado sulista e para cá se deslocassem, com suas famílias, esperançosos de adquirirem área substancial.
No inicio da povoação, em que os primeiros colonos começaram a proceder ao desmatamento para deitarem na terra sementes para sua própria subsistência, preocuparam-se também com a necessidade de infra-estrutura social, religiosa e de serviços gerais. Uniram-se os colonos em sistema de mutirão e construíram as primeiras escolas, a primeira igreja e as moradias do lugar. Os pioneiros ajudavam-se mutuamente, pois tinham somente uns aos outros.
O povoamento foi se desenvolvendo, o comercio aumentado e a força política acompanhou o desenvolvimento do lugar.

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